Dicas de cuidados com as imobilizações ortopédicas

A imobilização de uma lesão ortopédica é um procedimento comum no pronto atendimento e tem como objetivos: aliviar a dor, evitar que os tecidos sejam ainda mais comprometidos e, quando presente, tratar uma fratura.

Várias formas de imobilização são utilizadas, como as órteses (robofoot, imobilizadores de lona etc.), as talas gessadas, onde apenas uma parte da imobilização tem gesso e o restante é circulado com faixa elástica (FIGURA 2) e o gesso propriamente dito que circula todo o membro.

Cada tipo de imobilização tem uma indicação precisa. No geral, as talas são mais utilizadas na urgência por permitir que o inchaço que segue uma fratura se acomode sem causar compressão nos tecidos. Quando é necessário o alinhamento dos ossos (redução da fratura), o gesso circular ajuda na manutenção do posicionamento dos fragmentos.

O membro imobilizado deve ficar em uma posição elevada, ao nível do coração, para facilitar a chegada e o retorno do sangue. A presença de um grande inchaço pode fazer com que o gesso aperte, comprometendo a circulação e levando a graves complicações. Os principais sinais de alerta são: a presença de dor forte, formigamentos e alteração da perfusão dos dedos (os dedos devem estar quentes e com a coloração rosada normal). No membro superior, a tipoia ajuda no repouso, e no membro inferior devemos lembrar de perguntar ao médico se é ou não necessário o uso de muletas ou cadeira de rodas.

Cuidados específicos com os membros imobilizados

Uma das queixas mais frequentes é a sensação de coceira que acontece pelo suor natural da pele. Se você estiver usando uma órtese, considere uma meia ou um tecido (malha tubular), que possa ser trocado e higienizado diariamente, fazendo a interface entre a órtese e a pele.

Nos gessos e talas, a coceira pode ser aliviada ventilando-se a extremidade com o secador de cabelo no modo frio. Nada pode ser colocado dentro do gesso, como lápis ou réguas, pelo risco de machucar a pele e isso não ser percebido, levando a lesões graves e à infeção secundária.

Na maioria das vezes o gesso não pode ser molhado e precisa ser protegido na hora do banho com filmes plásticos, sacos plásticos e elásticos, mantendo-se, preferencialmente, o membro acometido do lado de fora do chuveiro e elevado para evitar a entrada de água. Existem sacos próprios para essa finalidade no mercado, facilitando o cuidado.

São motivos para contatar imediatamente seu médico ou ir ao pronto-socorro:

  • Dor que não melhora com o analgésico comum
  • Formigamento dos dedos
  • Alteração da circulação distal dos dedos ou da temperatura
  • Aumento do inchaço
  • O gesso estar apertado
  • Mau cheiro no gesso
  • O gesso ter molhado
  • O gesso estar quebrado
  • Se alguma coisa tiver sido colocada dentro do gesso (por exemplo: moeda, tampa de caneta, brinquedo etc.)

Como acontece a recuperação ortopédica?

O tempo de imobilização varia conforme a idade e o local fraturado. O seguimento ambulatorial é importante, principalmente nas primeiras 2-3 semanas, quando a fratura pode sofrer mudanças no seu posicionamento, o que é acompanhando por radiografias em série.

Após a retirada do gesso o movimento das articulações volta de forma gradual com as atividades diárias e/ou brincadeiras na água. Em algumas situações o tratamento fisioterápico está indicado.

O afastamento dos esportes de contato (como rúgbi, futebol americano e artes marciais) é variável porque mesmo depois da consolidação do osso, ele ainda não tem a “resistência” normal e pode acontecer uma nova fratura (refratura), inclusive com traumas de menor intensidade. Para esse retorno, além do aspecto radiográfico, devemos ter o movimento articular normal, boa força muscular e, no caso dos membros inferiores, andar normal e com o equilíbrio corporal reestabelcido.

Fonte: Hospital Israelita Albert Einstein

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