Terça, 06 Fevereiro 2018 14:27

Fibromialgia

Por Dr. Raphael Almeida Carvalho

CONHEÇA A DOENÇA DA LADY GAGA E MILHARES DE MULHERES PELO MUNDO

A fibromialgia (FM) atinge de 2 a 10% da população mundial, ou seja , de cada 100 pessoas  2 a 10 terão esse diagnóstico, sendo predominante entre mulheres jovens e de meia idade (20 a 50), em uma proporção de 8 mulheres para cada homem. Estes são os dados que temos, mas pode acometer pessoas de qualquer idade ou  sexo.

Recentemente, devido à fibromialgia, a cantora pop americana, Lady Gaga, foi obrigada a cancelar sua vinda ao Brasil para participar do Rock in Rio, colocando a síndrome em destaque, com muitos fãs e membros do público querendo saber o que exatamente é a fibromialgia. A cantora corre risco de vida? Tem cura?

O que é a síndrome e quais são suas características

É uma síndrome cuja principal característica é a dor crônica (vários meses ou anos) generalizada (qualquer parte do corpo) referida em músculos, tendões e ligamentos. Também tem como sintomas: fadiga (cansaço) persistente, sono não reparador (acorda cansado), rigidez, catastrofização da dor e estresse emocional, os quais costumam piorar pela manhã e no começo da noite.

O diagnóstico não é fácil e devem ser excluídas outras causas de dores generalizadas como o hipotireoidismo, a artrite ou a polimialgia reumática, lúpus, a infecção pelo vírus Epstein-Barr, ou as hipovitaminoses.

Estresse pode ser gatilho

Este fator parece exercer um papel importante na síndrome FM. Os pacientes relatam que é um gatilho para o aparecimento dos primeiros sintomas ou do agravamento de sintomas (após estresses físicos ou emocionais de curta duração). Outros agravantes são excesso de atividade, frio, umidade e ansiedade.

Impacto no estilo de vida

Os sintomas da fibromialgia costumam causar um grande impacto na vida dos doentes. Com o tempo restringem o contato social e interferem continuamente na rotina dele/as, causando conflitos de papéis, perda de futuras oportunidades e baixa autoestima.

O tratamento interdisciplinar é fundamental. Afinal, são vários aspectos da vida do paciente que ficam prejudicadas pela síndrome. A participação de profissionais de diferentes áreas permite abranger tais aspectos e promover a reintegração biopsicossocial da pessoa.

O médico de dor e os outros membros da equipe sempre têm como objetivo terapêutico melhorar a qualidade de vida e funcionalidade do paciente. Para tanto, precisam controlar a dor e fadiga e buscar meios de melhorar a qualidade do sono e estabilizar o humor do paciente.

O tratamento é baseado em três pilares, utilizando estratégias farmacológicas e não farmacológicas:

1) ajuste medicamentoso;

2) atividade física;

3) acompanhamento psicológico;

 

 

 

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